A ação contou com a parceria de instituições, empresas, médicos e diversos profissionais de saúde.

Levar serviços de saúde a quem mais precisa. Esse é o objetivo do projeto Eco Saúde que no último sábado (23) promoveu mais de 500 atendimentos na comunidade Mentae, na região do Rio Arapiuns, em Santarém.

No local, moradores não só de Mentae, como de comunidades do entorno, como Monte Sião, Vila Nova, São Pedro, Cachoeirinha e Curi, tiveram acesso a consultas em diversas especialidades: clínica geral, geriatria, cardiologia, neurologia, pediatra, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Pela primeira vez, os comunitários tiveram a oportunidade de se consultar com uma médica alergista.

A equipe de odontologia levou orientações sobre saúde bucal e promoveu momentos de escovação com crianças e adolescentes das comunidades.

Equipes de enfermagem realizaram aferição de pressão arterial e teste de glicemia. Bebês e crianças até 4 anos de idade puderam fazer os testes de linguinha e orelhinha.

Para quem está acostumado aos atendimentos de alta complexidade, com todo o aparelhamento de um grande hospital, como o médico neurologista e neurocirurgião Erik Jennings, que também realiza um trabalho de assistência em saúde com população indígenas, levar serviços de saúde a comunidades distantes do centro urbano deveria ser prioridade para os governos com descentralização da oferta de atenção médica, e não depender de ações pontuais.

“Uma paciente que espera há 20 anos por uma ressonância do encéfalo. Uma criança que tem crises convulsivas constantes, durante meses, por falta de receita médica. Um paciente com mais de 60 anos que é a primeira vez que encontra um médico. Toda essa mazela social e estrutural dos serviços de saúde podem ser vistos em um único dia quando saímos dos muros dos hospitais e do conforto dos consultórios”, comentou Dr. Erik Jennings.

Bruno Moura, que esteve à frente da ação em Mentae, destacou que apesar dos desafios, principalmente de logística, levar saúde a quem mais precisa é motivo de grande satisfação. Ele ressalta que fazer ação de saúde na cidade é muito mais prático e rápido. Mas, quando se pensa em quem precisa mais, realmente são as comunidades isoladas, seja pela distância ou pela vazante de rio.

“É um desafio logístico muito grande levar pessoas que têm seus compromissos profissionais. Os custos também são elevados, mas vale a pena a gente doar um pouco do nosso tempo e dos nossos recursos para que a gente possa promover mais acesso à saúde. Esse é um dos grandes motivos da existência da Sanclin, uma empresa que tem responsabilidade social, que procura estar sempre do lado da população, muitas vezes atendendo de forma gratuita para que a gente possa ajudar cada vez mais a todos”, pontuou Bruno Moura.

Fonte: g1 Santarém e Região – PA.
Fotos: Divulgação

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