Requerimento para convidar Paulo Guedes, Bento Albuquerque e Joaquim Silva e Luna foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos; valor da gasolina encosta em R$ 8.

O preço médio da gasolina nos postos do país subiu 2,25% na semana passada, chegando a R$ 6,71 o litro, de acordo com o levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já é possível encontrar o litro da gasolina acima de R$ 7 em postos de 20 estados brasileiros. O valor máximo encontrado foi de R$ 7,99, no Rio Grande do Sul. Essa foi a quinta semana consecutiva de alta. A escalada de preços é reflexo do reajuste no valor da gasolina e do diesel feito pela Petrobras e em vigor desde o dia 26 de outubro. Por conta do reajuste, o preço do litro do diesel subiu 2,45% nos postos brasileiros na semana passada, chegando a R$ 5,33 em média. Mas, em Cruzeiro do Sul, no Acre, o preço ultrapassa R$ 6,70 o litro. Os combustíveis estão entre os principais vilões do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o medidor oficial da inflação brasileira. Desde o início do ano, a gasolina registrou alta de 34,13%, enquanto o valor do diesel variou 28,89%.

Em outubro, Silva e Luna participou de uma sessão na Câmara dos Deputados para esclarecer a variação do preço dos combustíveis. À época, o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou que as explicações do presidente da estatal não foram satisfatórias. Lira voltou a criticar a empresa pública e cobrou para que ela ajude a conter a alta dos preços, citando a aprovação de mudanças da cobrança do ICMS, imposto de origem estadual, que incide sobre os combustíveis, aprovado pelos deputados. Atualmente, o ICMS é calculado com base em um preço de referência, o PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final), que é revisto a cada 15 dias com base em uma pesquisa feita nos postos. Embora os governadores não tenham aumentado as alíquotas durante a pandemia, a valorização internacional fez com que preço da gasolina e do diesel subisse. Com o novo projeto, a previsão é que seja levada em conta uma média dos últimos dois anos, ou seja, que se torne uma base fixa, a partir do qual todos os Estados aplicariam suas alíquotas, definidas a partir das que tinham no dia 31 de dezembro do ano anterior. As alíquotas serão definidas anualmente e ficarão em vigor por 12 meses.

Fonte: Jovem Pan.

Similar Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *